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Coluna com José Rocha

PERFIL

José Rocha, 47, é colunista da rádio 96 fm.

24/02/2010

REGRAS FRÁGEIS

         Um relatório global sobre integridade 2010, acaba de ser divulgado através de uma ONG dos Estados Unidos e aponta queNesta quarta-feira (24) o grupo de trabalho que discute os projetos que vetam a participação de políticos "ficha suja" nas eleições voltará a se reunir para definir o cronograma de audiências públicas regionais. A previsão é que, na próxima semana, os deputados realizem debates em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. A proposta é tornar inelegível o candidato condenado em primeira instância ou denunciado por crimes como improbidade administrativa, uso de mão-de-obra escrava e estupro. as eleições no Brasil são influenciadas por indivíduos e empresas detentoras de poder econômico. O estudo atribui à influência decisiva dos mais ricos no processo eleitoral brasileiro e mostra ainda que as regras são frágeis, no tocante ao financiamento de campanhas. 

         Segundo o documento, as doações feitas em campanha atuam diretamente no resultado das eleições e nas decisões dos políticos depois de eleitos. O documento também aponta a adoção de punições leves como fator de contribuição para a ocorrência de escândalos políticos. 

         Essa ONG norte americana, Global Integrity, é uma organização independente e não lucrativa que acompanha as tendências de governança e corrupção no mundo. Equipes de pesquisadores e jornalistas de vários países colaboram com a ela na avaliação da transparência de informações e prestação de contas dos governantes. 

         De acordo com o relatório divulgado nesta semana, as leis brasileiras se baseiam no tamanho do rendimento das empresas para definir o montante que as mesmas podem doar para partidos ou candidatos nas eleições. Ou seja, quanto maior for o lucro de certa corporação, mais condições ela tem de patrocinar a corrida eleitoral, exercendo influência direta nas ações destes políticos, depois que eles tomam posse. O mesmo vale para pessoas físicas, onde os limites de doações são baseados em uma porcentagem do rendimento anual. Quanto mais rico, maior é considerada a legalidade da doação. 

         Diante disso, chega-se a conclusão que o grande desafio brasileiro para o progresso do sistema eleitoral é limitar os montantes permitidos de doações aos candidatos e aumentar as multas para quem desrespeitar as leis. Atualmente, as empresas podem doar até 2% de suas receitas, o que significa uma enorme quantidade de recursos se tratando de grandes corporações. Isso pode abrir as portas na influência do resultado das eleições e posteriormente na ação do político. É exatamente o que tem acontecido em nosso país.

         A direção da referida ONG também sugere o seguinte: seria importante que a população soubesse durante a época de campanha quem está doando dinheiro aos candidatos, para que se possa analisar e decidir se um determinado político está próximo demais de grandes interesses comerciais. Isso teria que ser feito durante a disputa eleitoral e não depois, como é feito atualmente no país. 

         As sanções brandas para a violação dessas leis também são criticadas no relatório, pois, as penalidades para quem viola estas leis são limitadas à pequenas multas. 

         Esse relatório da Global Integrity, trás a tona aquilo que nós brasileiros já sabemos e sentimos na pele. Depois deste relatório apresentado por uma organização mundialmente reconhecida, esperamos atitudes concretas por quem de direito, no sentido de começarmos a mudar essa nossa legislação eleitoral, inclusive com penas mais pesadas para os violadores, porque do jeito que está há um grande favorecimento aos picaretas e desonestos, daí, a dificuldade de alguém honesto permanecer no meio. Esta é a nossa opinião.

 

Escrito por José Rocha às 10:45


24/12/2009

EMOÇÕES DE NATAL

          Finalmente chegamos à véspera de mais um natal e a forma de comemorar essa data muda muito de pessoa pra pessoa. Enquanto alguns vivem este dia com toda intensidade, outros nem tanto, porque nesta época do ano, muita gente costuma se cobrar mais e se questionam por não ter alcançado um objetivo. Assim, a ansiedade e a culpa geram estresse e contribuem para o agravamento do quadro depressivo, ocasionado por questões psicológicas e ambientais.

         Especialistas acreditam que apesar de não existir uma forma direta de intervir nos estressores, há medidas consideradas preventivas, como a reestruturação cognitiva, o que ajuda o paciente mudar a maneira de pensar e lidar com as adversidades.

         O consumismo exacerbado, por exemplo, tão incentivado pelo comercio e que leva milhares de pessoas às compras pode ser outro fator agravante da depressão, quando não há condições financeiras para a celebração natalina, que tradicionalmente conta com uma ceia, compra de presentes ou até mesmo de roupas novas algumas pessoas se sentem tristes e inferiorizadas. Mas como sempre, devemos ser racionais também neste período, ou seja, temos que agir com a razão, antes de tudo, conhecer nossos limites.  

         Os especialistas também garantem que o tratamento da depressão combina a psicoterapia e medicamentos que combatem os sintomas emocionais e físicos, como fadiga, alteração de peso e sono, dores de cabeça, entre outras. De acordo com alguns psicólogos a depressão pode se manifestar em alguns momentos da vida, apesar da doença ser um processo e se instalar sem a pessoa perceber. É que na celebração natalina e no reveillon, algumas pessoas ficam olhando para trás e se lamentando pelo que não realizaram, enquanto outras fazem novos planos e esta talvez seja a melhor opção, pois planejar o futuro é acreditar na vida.

         São muitos os anseios: enquanto uma parte das pessoas quer um novo amor, outros querem uma cassa própria ou até perder peso, mas há aquelas que têm traumas anteriores e a manifestação da depressão tem muito a ver com o temperamento. Claro que emoções dependem de vários fatores: os idosos vivem do saudosismo, perdem memórias, mas muitos são considerados produtivos, participam de grupos de dança e aproveitam a vida de acordo com a situação que a própria vida lhes oferece. O homem geralmente age com a razão, já a mulher é voltada para o sentimento, e por isso mesmo termina sofrendo mais.

         Uma coisa é certa, viver o presente tentando ser feliz com o que está ao nosso redor, é uma boa maneira de curtir o que temos de melhor da vida. Portanto, viva este natal com toda intensidade, este é que temos, porque o passado já não nos pertence e o que virá ainda não é nosso. Esta é a nossa opinião.

Escrito por José Rocha às 12:21


23/12/2009

CASA DO MESTRE

         Tramita nas comissões temáticas da nossa Assembléia Legislativa, projeto de lei de autoria do deputado Maurício Tavares, através do qual autoriza o governo do Estado a criar o programa Casa do Mestre. O projeto representa um programa de incentivo à habitação própria dos professores da rede estadual de ensino. De acordo com a proposta, o programa deve ser efetivado através de convênio com a Caixa Econômica Federal com a finalidade única de financiar a aquisição de imóveis para moradia para professores estaduais.


         Como justificativa o parlamentar lembra: “o governo afirma que tem o desafio de prestar uma contribuição quantitativa e qualitativa para transformar o quadro da grave necessidade do Estado em construir mais moradias”. Diante dessa necessidade, Mauricio Tavares decidiu apresentar o projeto porque segundo ele, essa é, sem dúvida, a grande possibilidade de alcançarmos a promoção humana e o desenvolvimento sustentável, colaborando com a classe dos professores que hoje, muitas das vezes, vivem à margem da sociedade.


         O deputado disse ainda que a sua proposta também visa, oferecer melhoria na condição de vida dos professores para que isso se reflita na oferta de um ensino de qualidade na sala de aula. O projeto de lei aguarda a emissão dos pareceres nas comissões temáticas da Assembléia Legislativa, para ser encaminhado à votação no plenário da Casa, o que só deverá ocorrer no início de 2010.

 

         Esse é um projeto interessante, primeiro pelo fato do professor merecer, pois, muitos deles ainda não têm sua casa própria, mesmo trabalhando nesta profissão à décadas e segundo porque seria uma preocupação a menos para os nossos mestres que têm no final de cada mês o compromisso de pagar o aluguel da casa onde moram.

 

         Mesmo tendo que pagar mensalmente a parcela do financiamento, mas pelo menos o professor estaria pagando por um patrimônio que um dia será dele, diferentemente do aluguel, prestação eterna sem nunca lhe dar o direito de escriturar a casa no seu nome. Esta é a nossa opinião.

 



Escrito por José Rocha às 13:00


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